O Relatório Faure

O Relatório Faure estabeleceu alguns princípios de política educacional que, pela atualidade
que possuem, torna-se oportuno destacá-los:

  • Todo indivíduo deve ter a possibilidade de aprender por toda a vida;
  • Prolongar a educação por todas as idades mediante a ampliação e diversificação
    da oferta, aproveitando todos os tipos de instituições existentes,
    educacionais ou não;
  • Permitir a cada um escolher seu caminho mais livremente optando por
    métodos covencionais ou pelas diversas formas da autodidaxia;
  • O sistema educativo deverá ser global e aberto para facilitar a mobilidade
    vertical e horizontal dos alunos;
  • A educação pré-escolar é essencial à política educativa e cultural;
  • O conceito de ensino geral deverá ser alargado de maneira a englobar
    efetivamente o domínio dos conhecimentos socioeconômicos, técnicos e
    práticos de ordem geral;
  • No que diz respeito à preparação para o trabalho, a educação deve formar
    não apenas para um ofício, como também preparar os jovens para se
    adaptarem a trabalhos diferentes à medida que evoluem as formas de produção.
    Em outras palavras, a educação deverá facilitar a reconversão profissional;
  • A responsabilidade pela formação técnica deverá ser partilhada pelas
    escolas, empresas e educação extra-escolar; promover a diversificação das
    estruturas e dos conteúdos do ensino superior;
  • A alfabetização deverá ser apenas uma etapa da educação de adultos;
    A nova ética da educação valoriza a autodidaxia, especialmente a assistida,
    de forma a fazer do indivíduo senhor e autor de sua educação;
  • Efeito acelerador das novas tecnologias educativas constitui a primeira
    condição para a realização da maior parte das inovações;
  • Tomar medidas nos planos legislativo, profissional, sindical e social a fim
    de reduzir ou abolir as distinções hierárquicas entre as várias categorias
    de professores (professores do primário, secundário, universitário etc.)
  • Cabe ao ensino adaptar-se aos alunos e não o aluno sujeitar-se às regras
    pré-estabelecidas;
  • Os alunos, jovens e adultos, devem poder exercer responsabilidades como
    sujeitos não só da sua própria educação, mas de toda atividade educativa,
    no seu conjunto.